PERDAS SALARIAIS E DOS BENEFÍCIOS SE ACUMULAM. SÓ MUDAREMOS ISSO COM UM SINDICATO COMBATIVO

O gráfico abaixo, elaborado pela equipe econômica da Chapa 1- Raízes com base nos números oficiais dos ACTs das empresas da base do SINPAF, mostram que tivemos fortes perdas salariais e de benefícios no período de 2014 a 2019.

As perdas expressivas ocorreram durante a gestão Carlos Henrique Garcia (2016 a 2019).

A Chapa 1 – Raízes avalia que a falta de um sindicato combativo foi um dos elementos fundamentais para que essas perdas ocorressem.

Veja os gráficos abaixo e leia, em seguida, uma análise sobre as perdas ocorridas no período na Embrapa e na Codevasf.

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Análise da situação: 2014 a 2019

Observa-se que, entre os anos 2014 a 2019, os trabalhadores da Embrapa e Codefasf acumularam perdas salariais na negociação de seus ACT’s.

No acumulado de 2014 a 2019, o reajuste total obtido foi de 37,27%. No entanto, neste mesmo período, os índices inflacionários tiveram variações mais expressivas, sendo de 41,00% no IPCA e de 39,90% no INPC, portanto, as perdas acumuladas chegaram a 2,72% e 1,92% respectivamente.

Fazendo a separação dos períodos por gestões, nota-se que na gestão de Julio Farias Guerra (2014 a 2015), os trabalhadores não tiveram perdas salarias, mas sim ganhos em relação ao IPCA e o INPC, sendo de 0,72% e de 1,00% respectivamente. 

PERDAS EXPRESSIVAS NA GESTÃO GARCIA

Por outro lado, na gestão Carlos Henrique Garcia (2016 a 2019) tiveram perdas salariais expressivas em relação ao IPCA e o INPC, sendo de 3,46% e de 2,94% respectivamente.

Considerando a evolução dos benefícios econômicos no período de 2014 a 2019, nota-se que os trabalhadores tiveram perdas acumuladas em relação ao IPCA, principalmente a partir do ACT 2018/2019, quando os benefícios não tiveram reajustes, permanecendo com os mesmos valores desde então, com perdas de praticamente 8% nos auxílios alimentação e creche, e de 3,33% no auxílio filhos com deficiência.

As perdas acumuladas no período de 2014 a 2019 em relação ao IPCA, auxílio alimentação, auxílio creche e no auxílio filhos com deficiência foi de 5,24%, 7,19%, e de 2,59%, respectivamente.

FORTES PERDAS A PARTIR DE 2018

Além disso, os trabalhadores da empresa acumularam e acumularão perdas expressivas de massa salarial, concentradas nos ACT’s 2018/2019 e 2019/2020.

As perdas de massa no ACT 2018/2019, foram ocasionadas pela não concessão do reajuste salarial na data base maio/2018, que só foi concedido a partir de janeiro de 2019 no percentual de 1,69% (INPC), ou seja, com oito meses de atraso e com um índice diferente do reivindicado historicamente pela categoria (IPCA), resultando consequentemente em uma perda de massa salarial equivalente a 31,83% do salário.

Além disso, também em função da não reposição da inflação integral em maio de 2019 no ACT 2019/2020, já que o reajuste foi equivalente a 70% do INPC, sendo que o reajuste reivindicado pelos trabalhadores era pelo IPCA, resultou em perdas de massa da ordem de 20,02% do salário, já que durante os doze meses entre maio de 2019 a abril de 2020 os trabalhadores terão um salário menor do que deveriam (IPCA de 4,94% – 70% do INPC – 3,55%).

Desse modo, as perdas de massa acumulam meio salário (51,85%), considerando não somente o período sem reajuste, mas também os reflexos sobre décimo terceiro salário, terço de férias e FGTS.

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